Quem decide quais histórias chegam às telas? Uma conversa sobre gênero e diversidade
Tenho um filme para fazer. Por onde começar? Vamos descobrir como nesse Caderno de Campo #05
Há algo que sempre me chama atenção nessas sessões. Quase sempre a pessoa chega procurando respostas e sai levando mais perguntas. Com a inquietude latente e a ansiedade à flor da pele, surge quase sempre a mesma dúvida: será que consigo realizar essa obra audiovisual?
Quando fundamos a Cinese Audiovisual, imaginávamos que aprenderíamos sobre cinema.
Aprendemos.
Mas, com o tempo, descobrimos que o cinema era apenas o caminho.
O verdadeiro aprendizado sempre esteve nas pessoas.
Mais de 800 obras audiovisuais e muito caminho pela frente…
“Minha história daria um filme?”
Essa é uma das perguntas que mais escuto durante as consultorias de desenvolvimento narrativo
E minha resposta quase sempre começa com outra pergunta: Qual história?
Há uma pergunta que se repete com frequência nas conversas que chegam até mim.
“Por onde eu começo?”
Na Cinese Audiovisual, acreditamos que aprender é um processo coletivo. Cada curso, oficina ou mentoria nasce da experiência acumulada em produções audiovisuais, projetos culturais, ações de acessibilidade e iniciativas de formação desenvolvidas ao longo de mais de uma década de atuação.
A produção audiovisual é frequentemente associada ao domínio técnico de equipamentos e processos de gravação. Entretanto, a experiência em projetos culturais, documentários e ações de formação evidencia que a qualidade de uma obra depende de fatores que antecedem o registro da imagem.
“Seria possível utilizar Inteligência Artificial para produzir a tradução em Libras de um curso que estava prestes a ser lançado?”
Antes que exista um projeto (Por Alice Lira) “Durante muito tempo, eu também pensei assim. Até perceber que os projetos que realmente permaneceram na minha memória haviam começado muito antes.