Fazer cinema também é construir uma estrutura para continuar. O que eu aprendi com uma produtora audiovisual.
O ralo do filme acaba funcionando como uma metáfora potente para aquilo que tentamos não enxergar. Podemos tentar fazer desaparecer aquilo que nos incomoda, mas algumas coisas permanecem.
No audiovisual, costumamos falar muito sobre orçamento, equipe, equipamentos e prazos. Mas grande parte dos projetos começa antes de qualquer contrato. Começa quando alguém acredita que vale a pena caminhar ao seu lado.
Tenho um filme para fazer. Por onde começar? Vamos descobrir como nesse Caderno de Campo #05
Quando fundamos a Cinese Audiovisual, imaginávamos que aprenderíamos sobre cinema.
Aprendemos.
Mas, com o tempo, descobrimos que o cinema era apenas o caminho.
O verdadeiro aprendizado sempre esteve nas pessoas.
Mais de 800 obras audiovisuais e muito caminho pela frente…
“Minha história daria um filme?”
Essa é uma das perguntas que mais escuto durante as consultorias de desenvolvimento narrativo
E minha resposta quase sempre começa com outra pergunta: Qual história?
“Seria possível utilizar Inteligência Artificial para produzir a tradução em Libras de um curso que estava prestes a ser lançado?”
Antes que exista um projeto (Por Alice Lira) “Durante muito tempo, eu também pensei assim. Até perceber que os projetos que realmente permaneceram na minha memória haviam começado muito antes.
Lugares que Permanecem. Uma coluna de Alice Lira em Cadernos de Campo da Cinese Audiovisual. Notas sobre cultura, memória, cinema documental e os territórios que habitamos. Há cadernos que guardam respostas. Este nasceu para guardar perguntas.