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No céu de Olhos D’Água resplandecem as “estrelas”

No céu de Olhos D’Água resplandecem as “estrelas”

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Em 16 de setembro último anunciávamos o nascimento do projeto “Quase Estrelas”, uma produção da Cinese Audiovisual, em parceria com a Candiá Produções e a Associação Fuzuê de Arte e Cultura, no qual a dupla de cineastas Alice Lira e Leonardo Monteiro, lançavam-se sobre a pequena Olhos D’Água para revelar “as quase estrelas que a habitam”.

Trazendo em sua bagagem mais de 300 vídeos, 6 filmes de curta-metragem e o registro fotográfico de aproximadamente 67 eventos, a dupla que há mais de dez anos criou a produtora independente Cinese Audiovisual se dispôs a conhecer e registrar algumas originalidades do povoado de Olhos D´Água por meio de sua gente e de sua arte.

A série, intitulada “Olhos D´Água – Goiás – Quase Estrelas”, é uma construção coletiva dos roteiros de 10 episódios, sendo que o primeiro deles “MÃOS DA TERRA: LOURENÇO” encontra-se pronto. Nele, Alice, a Diretora Poetiza ou seria a Poetiza Diretora? – não importa, o que importa é que ela dirigiu e emprestou sua voz meiga e suave à narração poetizando com sua alma sensível os ingredientes dessa história: o barro feito em cerâmica, as tintas, as formas, dá até para a gente sentir o cheiro do forno rústico de tijolos queimando as peças forjadas pelas mãos de Lourenço.

No episódio piloto, o artista em seu ateliê empoeirado, pratica seu ato sagrado de criação e narra sua solidão enquanto enrola seus rolinhos de barro que se juntarão em formas que só sua imaginação conhece: “o artesão no fundo é uma pessoa muito solitária, aí, de vez em quando, tem que dialogar, conversar para ver o que que entra no entendimento”, explica Lourenço.

No episódio, o artista oferece na 100ª. Feira do Troca de Olhos D’Água, uma mostra de suas obras ao público e esclarece “suas peças não são uma matéria prima de barro qualquer, o cliente está comprando histórias convertidas em esculturas que revelam sua identidade”.

O pano de fundo da série é o ambiente rústico do cerrado e a beleza natural de Goiás, desempenhando um papel fundamental que alinhava as narrativas e permite vislumbrar as memórias e as esperanças da vida que resiste e persiste no interior do Brasil. Um cenário perfeito para o desenvolvimento da proposta.

É nesse contexto que a expressão artística floresce de maneira autêntica e notável. Os artistas locais de Olhos D’Água, superando todos os desafios, brilham intensamente graças à sua criatividade.

Ao trazer para o cinema, através de uma série documental, a arte como uma fonte de esperança, resistência e transformação para esses talentos, torna-os protagonistas, tal como o são de suas próprias histórias, inspirando novas perspectivas para a atual e as futuras  gerações.

As sonhadas “ quase estrelas” de Alice se tornaram verdadeiramente uma “constelação de estrelas” após ganharem forma, conteúdo e contexto nos 10 roteiros produzidos.

No episódio “MÃOS DA TERRA: LOURENÇO”, as origens do povoado, sua cultura e educação ancestrais contextualizam o “oncotô” da série abrigado no e pelo “Memorial Olhos D’Água”.

A produção será exibida em primeira mão para os estudantes da Escola Estadual Padre Antônio Marcigaglia, Olhos D’Água – GO, no dia 24/06.

“Quase Estrelas” é uma produção da Cinese Audiovisual, em parceria com a Candiá Produções e a Associação Fuzuê de Arte e Cultura, este projeto é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Saiba mais sobre o projeto “Quase Estrelas” em: https://cineseaudiovisual.com.br/quase-estrelas-olhos-dagua-2/

Paulo Machado

Assessoria de Imprensa

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